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Cantor e compositor francês falou sobre seu estilo de viajar

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Foto: Beatriz Lanchas/Divulgação

De estatura mediana, cabelos curtos loiros e olhar agudo, François Virot ainda não conseguiu responder à pergunta. Questionado sobre se gosta mais de viajar ou de tocar, ele deixa o Adoro Viagem  em silêncio, entregue aos ruídos da quebra de cookies na padaria Pão, na região dos Jardins, em São Paulo.

O músico de 25 anos, que se apresentou na 6ª edição do festival No Ar Coquetel Molotov, em Recife, no Studio SP, em São Paulo, e no Era Só o que Faltava, em Curitiba, tem residência “fixa” em Lyon, na França, mas não se recorda direito da última vez que esteve por lá. "“Eu parei de viajar em julho, e depois estive na Sérvia, Kosovo e Macedônia, e depois voltei por algumas semanas para Lyon, passei algum tempo por lá até ir para Montreal. Depois vim para cá, Brasil, depois volto para Lion e, na sequência, embarco para Montreal (cidade da mãe, onde tocou no mesmo festival que Os Mutantes, de Sérgio Dias)”."

Virot começou a tocar aos 7 anos e, ainda aos 14, fez as primeiras viagens tocando em festas de squats (festas de comunidades de artistas) nas cidades próximas à pequena Montbard (a cerca de 100km de Dijon). Mas é Lyon seu porto seguro. "“É o lugar onde minhas coisas estão e onde também posso encontrar meus amigos”." Se a pergunta é “planos de viagem”, torna-se ainda mais hesitante: "“Planejamento?”" 

Dono de um estilo que mistura grunhidos e uma técnica vocal gutural com alguma virtuose no instrumento, Virot é o compositor de canções folk delicadas, sentimentais – e estranhas, como "“Not The One"” e "“Dummies"”. A resposta à primeira pergunta: "“Depende. Eu venho tocando esse mesmo repertório há um tempo e é um pouco chato, mas é meu trabalho, então eu continuo a fazer isso” (risos). “Na realidade, não somos famosos, mas minha banda tem tocado cada vez mais (no Brasil, os shows foram solo). Não ganhamos muito dinheiro, mas a gente se diverte muito viajando"”.

Insisto para que comente sobre a organização e o fazer das malas. "“Levo duas mudas completas, então sempre posso ter uma lavando"”, acentua os sinais do estilo. "“Não compro muitas coisas, ganho muitas roupas e, também, acabo trocando com outras pessoas que viajam comigo”." Sério, mas sem perder o humor, tenta encerrar o assunto. "“Viajo como qualquer outra pessoa”." Será mesmo?

myspace.com/francoisvirot
 

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