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Diários de Viagem

Lista com ótimos livros baseados em relatos e afins

RELATOS DE VIAGEM

Viajar nunca foi tão fácil e á medida que há mais viajantes nos aeroportos, postos, estradas e rios, aumenta a necessidade de registrar as experiências, imortalizar cenas e passar a adiante revelações e achados.

Esses relatos estão por trás de livros como a Odisséia, Ilíada, e outros importantes períodos da história como as cruzadas e mais tarde com as grandes navegações.

Já a categoria relatos de viagem é responsável por um número significativo nas vendas das livrarias e suas seções vem ganhando cada vez mais espaço nas livrarias.

O Adoro Viagem selecionou sete relatos publicados em livros, seja em forma de literatura, cartas ou diário, de autores que conseguiram transformar sua experiência de não pertencimento em companhias essenciais para nossas próprias viagens.

A Rainha Allermarle ou o Último Turista – Jean Paul Sartre

Jean Paul Sartre
Neste livro Sartre surpreende ao deixar de lado as questões existenciais rígido para relatar, por meio de despojadas anotações e impressões, a beleza de cidades como Nápoles, Capri, Veneza e Roma (em visita a Carlo Levi). Ao lado da leveza das palavras do turista, encontra-se o pensador erudito, o romântico e o sempre presente crítico aguçado.

A Rainha Allermarle ou o Último Turista
Jean Paul Sartre
Editora Globo

Pé na Estrada – Jack Kerouac

Romance de estréia do movimento beatnic. Jack Kerouacu inaugurou o estilo de romance de fluxo de consciência onde tudo parece uma alucinante viagem literária

Pé na Estrada
Jack Kerouac
L&PM

7 Dias na Nicaragua Líbre – Lawrence Ferlinghetti

Se Jack Kerouac é o pai, irmão e amante do movimento beatnic, Lawrence Ferlinghetti é seu padrinho. Dono na famosa City Lights, livraria e editora que publicou a maioria dos livros dos beatnics, Ferlinghetti também era um ótimo escritor. Neste pequeno livro, ele narra uma visita ao país, convidado pelo então ministro da Cultura da Nicarágua, Ernesto Cardenal.

7 Dias a Nicaragua Libre
Lawrence Ferlinguetti
L&PM (fora de catálogo)

Diários de Viagem Franz Kafka

A personalidade soturna do escritor húngaro, o famoso autor de O Processo e Metamorfose, revela uma outra faceta em seus diários de viagem. Aqui Kafka revela com ironia acontecimentos e pensamentos sobre viagens feitas pela Europa entre 1911 e 1915.

Diários de Viagem
Franz Kafka
Atalanta

Na Pior em Paris e Londres – George Orwell

O costume do gap year, período em que os ingleses passam viajando antes de assumir a vida adulta vem dos tempos, é uma herança da geração vitoriana. Orwell, porém, passou esse período na Birmania, experiência que inspirou seu primeiro romance, Dias na Birmânia. na sequencia, o escritor perambulou pelas ruas de Paris e Londres como um flaneur, longe das benesses da aristocracia e bem perto da realidade pobre e boemia.  Seu contato com a pobreza foi crucial para que ele passasse a simpatizar com o comunismo e lutasse anos depois na Guerra Civil Espanhola, que daria título ao famoso relato de guerra.

Na Pior em Paris e Londres
George Orwell
Companhia das Letras

Confesso que Vivi – Pablo Neruda

O poeta chileno tornou-se diplomata por indicação no início do século passado. Seu relato sobre viagens, incluindo a fuga de regimes políticos autoritários e o contato com Frederico Garcia Lorca e outros grandes nomes do século XX são narrados em Confesso que Vivi. O livro é tido como a obra prima do poeta e é colocado muitas vezes lado a lado com seus maiores poemas.

Confesso que Vivi
Pablo Neruda
Bertrand Brasil

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